29/11/11

a noite do dia

a noite torna-te em dia, lava-te
a cara e o corpo tresanda a morte
que te persegue continuadamente.
Sentes o mundo a pulsar nas tuas veias e
a consumir o teu coração.
Fábricas, máquinas, destruição, morte, destruição, tortura e a breve
mas estonteante sensação de já lá ter estado,
sofrimento, dor, morte, morte, as serras a cortarem-te e a colarem-te
os braços para os serrarem outra vez, e mais outra e outra e outra.
Esta brisa de noite tornada dia...

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