09/11/11

vou voar, até depois...
até ao outro lado, em que me espera
algo de falaciosamente enorme e
distante, sensível ao meu interior
mais complexo e puro, frágil
como um feto pois a energia que possuo
não é de leve aceitação nem sincronização,
encontra-se num nível diferente, nem superior
nem inferior, apenas diferente, volumoso
e indissociável da sua precoce e humilde
origem... um feto
sou um feto, no seu sentido mais cancerígeno
e poluente, um empecilho que aqui anda, para a maioria
se não todas as pessoas.
Mas o que eu sou, e o que elas não percebem
é que vêem mal, e escolhem ver o que querem, e não a realidade,
vêem com os olhos de quem fica e interioriza o passado e
não sabe aprender com ele, mas que ficavam intrinsecamente viciados
no passado, nas memórias, e não conseguem
perscutir uma sensação nova de vida, na qual o Amor
é mais forte que qualquer ataque, que qualquer morte,
que qualquer dor que se tenha instalado e façamos dessa dor
o nosso modus operandi, e não evoluamos com ela,
não aprendamos a ser melhores pessoas, não nos deixe ser livres...
vou voar
adeus
até depois

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